terça-feira, 26 de abril de 2011

FAZENDO NOSSA PARTE...

No período de um ano, já coletamos cerca de 20 toneladas de óleo que seriam descartados incorretamente no Meio Ambiente no Vale do Ribeira !
Isso é o resultado de nosso empenho e principalmente da parceria e colaboração dos  comerciantes e população de Ilha Comprida, Cananéia, Iguape-centro, Barra do Ribeira, Juréia , Toca do Bugio, Icapara, Vila Nova , Praia do Leste, que estão realmente engajados nessa tarefa!
Uhuuuuu!!!!

terça-feira, 19 de abril de 2011

TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO

Todo Dia Era Dia de Índio

Baby do Brasil

Composição : Jorge Ben
Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar

Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar

Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim

Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis

Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril

Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril

Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar

Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra,fauna e flora

Pois em sua glória,o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria

Da alegria de viver!
Da alegria de viver!

E no entanto,hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente

Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim

Terêrê,oh yeah!
Terêreê,oh!

Associação Jovens da Juréia

 
Grupo de Fandango da AJJ
A AJJ(associação dos Jovens da Juréia) é uma organização não governamental sem fins lucrativos criada no ano de 1993 e inscrita como pessoa jurídica no dia 26 de Abril de 1998, tem como objetivos principais a geração de renda, resgate e manutenção da cultura caiçara e a permanência das comunidades da Juréia em suas terras.

Vale a pena conhecer um pouco mais da rica historia desse pesoal que há tempos luta para que a cultura caiçara, principalmente do povo da Juréia - Iguape -SP,
que é uma comunidade tradicional não se perca no tempo, além de outras temáticas de relevância social,
artística e ambiental.
É só acesar o link :http://ajjureia.wordpress.com/ e entrar no blog da AJJ !

domingo, 3 de abril de 2011

COMO DIZIA DYLAN: NÃO ADIANTA FALAR NADA...

Meu País

Canta Zé Ramalho


(Orlando Tejo / Gilvan Chaves / Livardo Alves)



Tô vendo tudo, tô vendo tudo

Mas fico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que crianças elimina

Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem Deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa serviz
E massacram-se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é com certeza o meu país

Um país onde as leis são descartáveis

Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm lei nem diretriz

Mas corruptos têm voz e vez e biz

E o respaldo de estímulo em comum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país

Um país que perdeu a identidade

Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo a global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
E não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem, que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país


Um país que seus índios discrimina

E a ciência e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
O país onde a escola não ensina
E hospital não dispõe de Raio-X
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do Sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo

Mas fico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que é doente e não se cura,

quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo,
sem saber emergir da noite escura.
Um país que engoliu a compostura,
atendendo a políticos sutis,
que dividem o Brasil em mil "Brasis",
pra melhor assaltar de ponta-a-ponta,
pode ser um país do faz-de-conta,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas fico calado, faz de conta que sou mudo

Tô vendo tudo, tô vendo tudo

Mas fico calado, faz de conta que sou mudo
Calado..calado...mas tô vendo tudo





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esta estrófe não foi cantada


Um país que dizima sua flora

Festejando o avanço do deserto
Pois não salva o riacho descoberto
Que no leito precário estertora
Um país que cantou e hoje chora
Pelo bico do último concriz
Que florestas destrói pela raiz
E o grileiro de porre entrega o chão
Pode ser que ainda seja uma nação
Mas não é com certeza o meu país.